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sábado, 15 de dezembro de 2018
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Bolivianos fecham fronteira com o Brasil por 24h contra reeleição de Evo Morales

06 DEZ 2018Por: Leonardo Cabral09h52
Fronteira está fechada desde às 00h de hojeFronteira está fechada desde às 00h de hoje / Foto: Corumbá Agora

Desde às 00h desta quinta-feira, 06 de dezembro, a fronteira entre Brasil, por meio de Corumbá, e Bolívia, está fechada. A medida é decorrente a luta em respeito à Lei e restituição da Ordem Constitucional, contra o presidente Evo Morales, que insiste em permanecer no poder.

Em entrevista ao Corumbá Agora, o Presidente do Comitê Cívico de Puerto Quijarro, Marcelo Moreira Silva, disse que o Paro Cívico, acontece em todo o país, após decisão do TSE boliviano aceitar a reeleição do presidente Evo Morales, por 4 votos a favor e dois contra.

“Eles não estão respeitando o povo. No dia 21 de fevereiro, fomos às urnas e ficou decidido que 51% da população boliviana disse Não, a nova reeleição do presidente. Queremos que se respeite a democracia e não que Bolívia possa se tornar ditadura, pois, é isso que vai acontecer caso essa decisão permaneça e o presidente insista mais uma vez na reeleição”, explicou Marcelo.

Marcelo ainda disse que nove departamentos tomaram a decisão do Paro Cívico Nacional, “não há circulação de veículos nas ruas, as lojas estão fechadas. A fronteira com o Brasil, permanecerá fechada por 24h”, afirmou.

Diante da situação, uma reunião a nível nacional acontecerá em 10 dias. Caso não haja resposta em relação a decisão da população, o Paro Cívico voltará, porém, por tempo indeterminado, prevendo novamente o fechamento da fronteira entre os dois países.  

“Tem que e respeitar a democracia. Do mesmo jeito Evo Morales entrou pela porta da frente, ele tem que sair. Bolívia não pode virar uma Venezuela ou Cuba. Não vamos admitir que se viole a Constituição Política da Bolívia”, finalizou Marcelo.  

Além do Comitê Cívico de Puerto Quijarro, estão à frente do Paro Cívico Nacional, na região de fronteira, os Comitês de Arroyo Concepción e diretórios. Evo Morales permanece no poder há 13 anos, podendo se reeleger nas próximas eleições bolivianas.

 

 

 

 

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