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segunda, 17 de dezembro de 2018

Transportadoras realizam manifestação contra operação padrão da RF na fronteira

16 ABR 2018Por: Leonardo Cabral11h54
Manifestação acontece até o fim da manhã de hoje (16)Manifestação acontece até o fim da manhã de hoje (16) / Fotos: Leonardo Cabral/ Corumbá Agora

Pedindo mais agilidade no que se refere aos tramites de importação e exportação, na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, o Setlog Pantanal (Sindicato das Empresas de Transporte e Logística do Pantanal), com apoio das transportadoras internacionais da região, iniciou logo nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, 16 de abril, uma manifestação. A ação é contra a operação padrão dos auditores fiscais da Receita Federal que acontece em frente à Agesa, localizada às margens da BR-262, trecho do Anel Viário entre os dois países.

De acordo com Lourival Vieira Costa Júnior, presidente do Setlog Pantanal, ao Corumbá Agora, ele explicou que toda a manifestação acontece em relação a demora na liberação das cargas e caminhões, barreira está que está ligada diretamente com operação padrão dos auditores fiscais da Receita Federal.

“Nesse período desde o início dessa operação padrão, acontece que há uma demora das liberações dos canais vermelho e laranja da Receita Federal referente as cargas e caminhões. Em um tempo normal os caminhões no canal vermelho e laranja demoram dois dias para sair da Agesa, hoje estamos falando de no mínimo sete dias. Isso gera custo, prejuízo mensal a todos nós”, falou Lourival.

Ainda conforme ele, a soma dos prejuízos, colocado na ponta do lápis, podem chegar a um milhão de reais, o que é um problema para o setor.

“Nesses três meses de operação da Receita, podemos estimar prejuízo de até um milhão de reais, ou seja, com toda certeza prejudicou todo o investimento das empresas programado para este ano, o que pode levar a corte de funcionários do setor. Agora é fazer uma outra programação para poder cobrir os gastos gerados nesses três meses ao longo desse ano”, mencionou.

Lourival lembra que todas essas demandas chegaram neste ponto quando então, o governo federal teria “prometido” bônus de produção, meta que não teria sido cumprido, levando as auditores fiscais a agirem de acordo com a operação padrão que vem acontecendo nesses três meses.

Fila de caminhões se formou no local da manifestação 

“O governo federal emitiu uma Medida Provisória nº 765 de 2016, indicando que ia pagar o bônus de produção da Receita Federal e o governo não cumpriu, gerando assim, a operação padrão, para forçar a promessa, hoje quem está pagando a conta somos nós transportadoras, o tempo normal que sempre aconteceu nessa fronteira é de dois dias, e hoje a liberação desses caminhões acontece em sete dias, sendo desses, cinco pagando estadia para o porto seco, caminhão. São gastos desnecessários. Chegamos no limite”, desabafa o presidente do Setlog.

Ao todo, por dia, passam por Corumbá em torno de 100 caminhões com importação e exportação de produtos, onde ocorre a verificação de algumas mercadorias diante dos canais da Receita Federal, sendo os canais vermelho, para verificação documentação e física e o canal laranja, verificação documental das cargas e caminhões.

A manifestação deverá acontecer até o final da manhã. Logo em seguida acontece uma assembleia para decidir o andamento da mobilização ou até mesmo o fim dela. “Entendemos da Receita, mas a gente quer dizer que infelizmente somos nós que estamos pagando a conta e isso não pode acontecer”, finalizou Lourival.

 

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