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sexta, 19 de outubro de 2018
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Médica com doença autoimune cancela eutanásia após reencontrar antigo amor

09 AGO 2018Por: Midiamax14h51
Letícia estava enfrentando uma doença rara autoimune, e que decidira morrer por meio de suicídio assistido (eutanásia)Letícia estava enfrentando uma doença rara autoimune, e que decidira morrer por meio de suicídio assistido (eutanásia) / Foto: Reprodução Midiamax

A médica Letícia Franco, de 37 anos, recebeu uma ligação que mudou sua vida na noite de 31 de março. Do outro lado da linha estava o empresário Guilherme Viñe, de 29 anos, ex-namorado da médica, que pediu para revê-la.

Guilherme tinha descoberto que Letícia estava enfrentando uma doença rara autoimune, e que decidira morrer por meio de suicídio assistido (eutanásia), permitido na Suíça, para onde Letícia estava de mudança. O empresário afirma que viu uma publicação de Letícia no Facebook sobre a decisão e desabou.

Ele já havia tentado falar com ela outras vezes, desde que descobriu a decisão pela morte, mas sem conseguir contato, já que a médica andava sempre sonolenta por causa da medicação. Em março, finalmente, Guilherme conseguiu convencê-la deixar ele visita-la.

Após as visitas se tornarem frequentes, o casal, que não se via há 10 anos, acabou retomando o namoro, e no último mês de junho se casaram no civil.

A doença

Letícia descobriu ser portadora de uma rara doença degenerativa, conhecida como Síndrome Ásia que, segundo os médicos, não possui cura. A médica diz ter desenvolvido síndrome de lúpus e osteoporose, o que agravou seu estado de saúde com o passar dos anos.

Após descobrir que seu quadro não era reversível, Letícia tomou a decisão de mudar-se para Suíça e passar pelo procedimento clínico de suicídio assistido, permitido no país.

Na época, ela publicou em suas redes sociais sobre a decisão, que acabou sendo noticiada por jornais de Cuiabá/MT, onde mora. A médica vinha sofrendo de dores e seguidos infartos há 9 anos, sendo internada inúmeras vezes por causa da doença.

Embora Letícia diga que adquiriu a síndrome após o rompimento de uma bolsa de silicone, que colocou na década de 90, os médicos afirmam que a doença é nova e precisa ser estudada, sendo inconclusivo o fato de poder ser sequela pelo rompimento do silicone.

O casal

Letícia e Guilherme se conheceram durante uma consulta média, em 2007. Letícia, médica oftalmologista, tratou por seis meses de uma infecção na retina que Guilherme apresentava.

Encantado com a médica, Guilherme continuou comparecendo a consultas de rotina, até que ela aceitou seu convite para saírem. Os dois acabaram se envolvendo. Contudo, meses depois, Letícia foi embora para os Estados Unidos para cursar uma especialização médica e acabou deixando Guilherme.

Quando voltou para o Brasil, dois anos depois, Letícia se deparou com Guilherme casado. Ela, depois de um tempo, noivou com outra pessoa, mas não chegou a casar.

Agora em 2018, no retorno do contato, Letícia aceitou receber visitas de Guilherme, que passaram a ser diárias. Poucos dias depois, decidiram retomar o namoro. Guilherme, que estava com uma viagem marcada para Curitiba, desistiu de tudo e passou a morar com Letícia.

Em junho deste ano foi o casamento civil, agora o casal planeja o casamento religioso para o próximo ano.

 

  

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