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quarta, 18 de julho de 2018
SET Fev

'Gangue de quatis' ataca novamente e PMA alerta para riscos

17 ABR 2018Por: Midiamax14h48
Mas, o risco maior, além das ruas sujas pelo lixo rasgado, é para a saúde dos próprios animaisMas, o risco maior, além das ruas sujas pelo lixo rasgado, é para a saúde dos próprios animais / Foto: Reprodução Midiamax

A cena já é comum em bairros que estão nas imediações do Parque dos Poderes, como o Maria Aparecida Pedrossian: uma "gangue" que sai tranquilamente pelas ruas, fazendo arruaça, assaltando lixeiras e perturbando o sossego da vizinhança. Seria caso de polícia se não estivéssemos falando de... quatis.

 

Os mamíferos, que habitam a região do Parque, ultrapassaram frequentemente os limites da vegetação nativa e são vistos em regiões vizinhas, sempre atraídos pela alimentação mais fácil, como mostra o vídeo enviado por um leitor. Para piorar, devido a ausência de predadores, o controle populacional destes bichos só ocorre de forma trágica: pelo atropelamento, cada vez mais comum nas ruas do bairro.

Mas, o risco maior, além das ruas sujas pelo lixo rasgado, é para a saúde dos próprios animais. "Muitas vezes, quando vamos empalhar um quati, observamos que a capa de gordura dele é muito maior do que deveria ser. Isso ocorre por conta da alimentação inadequada. Há pessoas que acham bonito e alimentam esses animais", conta, o tenente-coronel Edmilson Queiroz, responsável pela comunicação da PMA (Polícia Militar Ambiental).

A princípio, os quatis não são portadores de zoonoses, mas a proximidade com humanos pode proporcionar riscos, como mordidas e arranhões. Segundo Queiroz, o governo investiu em telas que dificultem a travessia de animais da reserva para as áreas movimentadas, mas o problema é que quatis são exímios escaladores.

"É muito importante que as pessoas tenham mais cuidado com a destinação dos resíduos, embalando bem o lixo em sacos resistentes. Além disso, não se deve alimentar animais silvestres, pois além de fazer mal aos bichos, isso pode ocasionar desequilíbrio na região, já que pode desestimular os hábitos naturais da espécie", conclui.

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