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sexta, 17 de agosto de 2018
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Pescadora e ex-parteira relata vida ribeirinha no Porto da Manga

16 AGO 2017Por: Daniela Ramos09h40
Com alegria Maria contou como é levar a vida.Com alegria Maria contou como é levar a vida. / Daniela Ramos

Pescadora e ex-parteira a senhora Maria do Carmo de Souza com 82 anos de idade contou como foi o inicio de sua vida na pescaria junto com seu pai e como faz para pescar até hoje, com sua idade já avançada.

“Eu estou forte ainda, saio cedo e pego muito pacu, pintado e piranha. Hoje em dia eu sinto algumas dores por ficar muito tempo sentada no barco, mas eu nasci assim, pescando. Comecei a pescar cedo, papai me levava com ele desde meus quarto anos e eu nem conseguia puxar uma piranha porque eu era muito pequena,” contou dona Maria.

Ainda muito nova descobriu a um dom, a de ajudar novas vidas virem ao mundo, aos 12 anos ela fez o primeiro parto, no começo as mães tinham medo, mas depois de ganhar a fama de parteira ela chegou há fazer mais de 50 partos na região.

“Ainda nova eu senti que uma mulher grávida estava para ter o bebê, mas ninguém acreditou na hora que começaram a dores fui até a casa quando cheguei à mãe não queria me deixar entrar até que as dores aumentaram e eu fiz meu primeiro parto. Depois disso fui fazendo um ou outro até que ganhei a confiança das pessoas e cheguei a fazer uns 50 partos aqui, tinham alguns que até mandavam me buscar,” disse a ex-parteira.

Dona Maria perdeu os pais cedo e por ser a mais velha foi ela quem criou seus irmãos e ainda teve seus filhos que hoje já são pais e deram a ela netos e também bisnetos.Ela conta que até hoje é para ela que todos correm quando precisam de alguma coisa.

Com um dos netos e a irmã Edefoncia, a pescadora esperou pelos atendimentos do Povo das Águas.

“Criei meus irmãos, após perder meus pais foram duas meninas e três meninos, os que mais me ajudavam na pesca já partiram. Tive quatro filhos e hoje já tenho até netos que estão pescando comigo e tenho também bisnetos. Quando eles estão com fome e não tem nada na casa deles, aparecem lá em casa pedindo algo e eu sempre ajudo ainda mais meus bisnetos,” explicou sobre ser uma supermãe.

A pescadora vive na região do Porto da Manga há muito anos e é muito feliz por estar ali. Do programa Povo das Águas ela recebe a ajuda para receber medicamentos e alimentos que ajudam a manter a sobrevivência, uma vez que os materiais utilizados na pesca estão cada dia mais caros.

“O programa veio em boa hora, hoje em dia está tudo muito caro e o peixe esta difícil de encontrar, às vezes saímos às 5 da manhã passamos o dia no rio e pegamos pouco peixe, alguns reclamam do preço que vendo, mas só a gasolina que uso no barco já esta mais de R$ 7,00. Receber a ajuda do Povo das Águas é muito bom, pois consigo atendimento médico, medicação e também o sacolão que é farto,’ concluiu a pescadora. 

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