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Quinta, 22 de Fevereiro de 2018
SET Fev

Catadora de isca conta como trabalha para garantir o sustento familiar

15 AGO 2017Por: Daniela Ramos11h10
Damiana e Sebastião utilizam um carro para carregar os itens necessários para catar às iscas.Damiana e Sebastião utilizam um carro para carregar os itens necessários para catar às iscas. / Daniela Ramos/Corumbá Agora

Damina Garcia da Costa Soares de 56 anos é ribeirinha e catadora de iscas, ela ganha o sustento da família juntamente com seu marido o senhor Sebastião Duarte de 59 anos dentro do Pantanal.

“Moro na barra do rio Miranda com o Paraguai e pesco em família com meus filhos e meu esposo. Pescamos sempre acampados desde o dia 1º de março a 06 de novembro que é o último dia pesca, na verdade eu venho para a cidade em casos de necessidade e retorno logo para o acampamento,” explicou ao Corumbá Agora.

Para conseguir vários tipos de iscas para vender, o casal trabalha em dois turnos para garantir pegar uma grande quantidade. Por morar em um lugar afastado ela explica o motivo de viver acampada e um deles é a distância entre o acampamento e a comunidade.

“Trabalhamos dois turnos onde de dia o foco é o caranguejo, já durante a noite pescamos a tuvira, e são dois períodos diferentes do rio quando um está cheio o outro está seco e por ser muito longe de casa temos que montar acampamento no meio do nada, por que voltar para casa fica difícil,” falou Damiana.

Após os atendimentos do Povo das Águas, casal buscou os intens doados pelo programa.

Por viveram afastados da população eles temem algumas histórias que já ouviram de outros colegas de profissão e relatos dos mais antigos, não só sobre a temida onça pintada como lendas, entre elas a do Pezão, que seria um homem que encanta as pessoas, fazendo com que elas se percam no meio do mato e nunca mais retornarem para suas casas.

“O que a gente mais teme é a onça pintada e é o que mais a gente encontra, não tão perto, mas temos muito medo principalmente quando ela quer tirar a gente de um lugar. A gente nunca anda sozinho no mato porque os antigos dizem que existe o tal do “pezão” que é um homem em formato de gente e se encontramos ele na mata a gente se perde. Eu tenho medo e sempre que ouço um barulho no mato eu brinco com meu esposo “será que não é o pezão?”, mas ainda continuo tendo mais medo da onça, pois ela a gente vê o outro acredito que seja apenas uma lenda,’ contou rindo.

Com suas tralhas arrumadas para ir à luta, dona Damiana e seu Sebastião embarcaram em uma lancha para adentrar o Pantanal. Um barco de alumínio pequeno e muitos tambores fazem parte constante do material de pesca. 

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