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Aos 95 anos idosa esbanja saúde e energia em Porto Esperança

21 AGO 2017Por: Daniela Ramos10h20
Filhos, netos, bisnetos e até tataraneto encheram a casa e dona Fermozina de alegria.Filhos, netos, bisnetos e até tataraneto encheram a casa e dona Fermozina de alegria. / Daniela Ramos

Nascida em 1922 dona Fermozina da Silva esbanja saúde pelas poucas ruas de Porto Esperança, aos 95 anos ela contou como foi chegar na comunidade e se apaixonar a ponto de nunca mais querer se mudar para outro local.

“Nasci em Dourados em 1922 em 27 meus pais se mudaram para Campo Grande que foi onde eu me criei, estudei e casei. O destino me trouxe para Corumbá, onde arrumei um serviço para trabalhar no Porto da Manga em 1954 quando eu agosto me mudei para Porto Esperança e não sai mais daqui,” contou Fermosina ao Corumbá Agora.

Foi no seu rancho que Fermozina constituiu sua família teve seus filhos, netos e também bisnetos e nem mesmo a grande família a faz esquecer nenhum parente que conta até com tataraneto.

“Foi aqui em Porto Esperança que construí minha família, tenho 03 filhos nascidos e criados aqui, tenho 06 netos (homens e mulheres), bisnetos e também tataraneto. Foi aqui que tive as melhores coisas da minha vida e é aqui que eu quero ficar até o fim,” falou sobre a alegria de viver ali.  

Por ser uma região onde passa o rio os moradores sofrem muitas vezes com a cheia e a saída é mudar do local um ter uma casa de palafita que nada mais é do que uma casa construída sobre estacas que sustentam a habitação feita na água.

“Onde eu moro já é a quarta casa, moro lá desde 1955 conforme a água vem avançando a gente vai recuando. Agora tenho minha casa no alto e não tem mais problema com a cheia, tenho filhos que moram fora daqui e eles querem me levar, mas é aqui que eu quero viver, meu rancho é tudo para mim,” disse com brilho nos olhos.

Por onde passa dona Fermozina é recebida com beijos e abraços.

E ela não para por ai, mesmo com a idade avançada à alma de menina ainda corre nela que adora catar as frutas no pé, mas a sua paixão mesmo é a goiaba onde na época da fruta só encontram ela em cima do pé se deliciando.

“Não tem um por aqui que não saiba da minha paixão pela goiaba, eu nem espero ninguém catar para mim, eu mesma subo no pé e como por lá mesmo, não existe nada melhor que isso. Mesmo que eu já esteja nessa idade eu ainda consigo fazer isso e me sinto bem de não dar trabalho para ninguém,” explicou ela.

Querida por todos da cidade, ela é uma das moradoras mais antigas de Porto Esperança. Hoje em dia vive em sua casa com uma neta, que não a deixa mais sozinha pela idade e por não querer deixar sua casa. 

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